Episódio 19 continua a confirmar como todos os personagens estão um passo a frente com exceção da equipe Arrow

 

O décimo nono episódio da quinta temporada de Arrow foi ao ar ontem nos EUA, e o que temos é uma edição de 41 minutos onde vemos Felicity Smoak (Emily Bett Rickards) dar uma aula do que é ser Oliver Queen, e  Oliver Queen (Stephen Amell) dar uma aula do que é ser Felicity Smoak, somado ao desenvolvimento picotado do personagem recorrente Rene Ramirez / Cão Raivoso (Rick Gonzalez), que nada mais é do que uma versão piorada do Casey Jones, de Tartarugas Ninja.

A trama do episódio se inicia dentro de um plano sequência de clímax frustrado e totalmente previsível na tentativa de capturar Adrian Chase / Prometheus (Josh Segarra), com direito a um alívio cômico forçado e fora de hora do personagem  Curtis Holt / Senhor Incrível (Echo Kellum), que de “incrível mesmo”, apenas o tempo que ele deve gastar para sair de um cabelo black power, para umas tiras de dread em pouco tempo, para precisar estar ajudando a equipe. Heroína mesmo deve ser a “personagem invisível” que lhe organiza todo o visual de super herói.

A partir daí, vemos o prefeito Oliver Queen sendo pressionado por uma imprensa que só aparece em cena para dar um peso de pressão psicológica na narrativa em cima do protagonista, e se inicia o desenvolvimento do segundo ato do episódio com Felicity trabalhando junto a um grupo de hackers, chefiado por uma adolescente que parece ter saído dos seriados musicais da Disney Channel por conta do seu figurino. Então, o que  acontece aqui, é uma inversão narrativa de papeis, entre Oliver e Felicity. A tão cuidadosa hacker responsável de orientar taticamente a equipe ao longo do 5º ano da série, demonstra desestrutura de desenvolvimento de personagem, enquanto Oliver assume esse papel narrativo que normalmente está com Felicity em 80% dos episódios.

Dentro deste segundo ato, a trama divide-se em uma troca de favores entre Felicity, este grupo de hackers misteriosos e o desenvolvimento partido de um personagem recorrente, apenas para adicionar mais minutos a um episódio que tem uma proposta central, porém totalmente recorrente dentro da estrutura narrativa, pois o vilão não aparece uma única vez, e ainda assim coloca toda a equipe do Arqueiro Verde em condições divisórias, fazendo o “cérebro tático” da equipe, Felicity, comprometer o desenvolvimento pessoal entre John Diggle e Lyla Michaels por conta do envolvimento da Argus em uma prisão ilegal, e receber um ataque direto por conta de sua imperícia nos minutos conclusivos de um episódio morno.

O grande aproveitamento desse episódio foi o abandono da narrativa circular que tem perpetuado a série desde o primeiro ano, fazendo um episódio mais focado sem precisar usar o ritmo: presente, passado e futuro, que os produtores acreditam ser necessário para o entendimento de um personagem principal de fácil compreensão.