Uma questão de confiança

 — atenção: contém spoilers e opinião de autor —

Confiar em pessoas que você acabou de conhecer não é como um passo de mágica e se for, é um engano, porque passos de mágicas são assim… ilusão, engano. Neste episódio, o Arqueiro quer gerar em si mesmo segurança e confiança de que as próximas pessoas que ele vai colocar na rua não tenham o mesmo fim que a sua amiga Laurel, no entanto acaba perdendo a percepção do que está deixando de gerar a reciprocidade necessária para que seus recrutas caminhem juntos a ele.

Em diversas lembranças do período em que estava sendo recrutado, há cinco anos, pelo Bratva, Oliver tenta encaminhar o treinamento com os seus recrutas da mesma forma que aprendeu: “On the line” (“Na linha” – Quem não gravou essa expressão? Hehehe); com esse comando, os recrutas eram autorizados a passarem pelo Oliver para tentar tocar um sino, um exercício simples que estava tentando gerar nos aprendizes o entendimento de que eles precisavam trabalhar em equipe. Mas o exercício não deu muito certo, pois seu líder queria reproduzir, naqueles aspirantes a vigilantes, algo que ele não tinha sobre eles: confiança. É, de fato, muito difícil gerar em outro aquilo que você não tem.

ar502a-0162b-202938

Sem máscaras e com piadas agradáveis, Felicity permanece ao lado dos recrutas tentando animá-los à jornada de vigilante, enquanto, aparentemente, tenta driblar o novo namorado e Oliver simultaneamente, a respeito do que realmente faz, quando não está namorando, e de com quem está, quando não está sendo a “Sentinela”. Enquanto isto, Diggle passa por maus momentos no exército, desvendando que não poderia confiar naqueles que lhes direcionavam tarefas. Na prefeitura de Star City, Thea é experimentada a confiar o cargo de vice-prefeito ao instável Lance, que busca um motivo pelo qual deve ficar sóbrio.

ar502b-0041b-202942

Sobre a confiança, a caminhada com o governo da cidade segue a mesma trilha. O Oliver, prefeito, está em busca de parcerias que reafirmem sua governabilidade e traga esperança para a cidade, só que a primeira parceira que rapidamente ele acerta é com alguém que está de complô com seus rivais do crime (“estão vendo que passos de mágica são ilusões?!”). Em contrapartida, alguém que no início do episódio parecia ser aquele que daria trabalho, era aquele que realmente estava ajudando; alguém em pedaços por ser sobrevivente de uma tragédia em Havenrock e só sobreviveu porque seu pai renunciou a própria vida. Dessa forma, não por menos, foi denominado de Retalho e por conta da identificação com a própria história do Arqueiro, se juntou a sua jornada para tentar reparar as brechas em que a cidade está.

Não vai ser em passe de mágica que a confiança de que dias melhores virão, vai ser restaurada. Então é pra isso que existem mais 21 episódios vindos por aí pra consagrar essa temporada como uma das melhores.